Uma questão de adaptação

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Olá, caro leitor, como você está? Eu estou bem, obrigada. Bom, hoje vim contar um pouco da minha história na blogosfera, não é muito longa, mas é melhor sentar (não que alguém leia em pé). Eu criei meu primeiro blog em 2010, eu tinha 15 anos, foi antes do meu aniversário – bem antes, e minha primeira plataforma foi o Blogger, eu postei por lá durante mais ou menos dois anos e meio até que parei em algum ponto em 2012, mas acabei voltando um ano depois. Foi quando eu criei esse aqui.

Eu queria voltar a escrever e sem motivo específico caí de paraquedas aqui no WordPress, foi difícil me adaptar, mas eu continuei escrevendo, só que conforme o tempo foi passando, eu fui sentindo falta do blogspot. Talvez por escrever lá há quase 5 anos. Algumas mudanças são necessárias. Não nego que o WordPress tem sim suas vantagens e muita coisa que o Blogger não tem, mas eu me sinto mais à vontade lá, então resolvi importar todas as postagens para um novo blog no Google.

Infelizmente não poderei manter o nome do blog como Astigmatismus pois descobri que lá já existe um. Com um post, de 2011. Mas existe. Usar um nome que já existe é feio com o coleguinha que criou primeiro. O nome atual está Diga, Ludimila porque não consegui pensar em nada melhor e agora eu tenho dois DLs haha (aquele lá de 2010, eterno Desabafos e Lamentações).

Mudou de lugar, de nome e de URL, mas não mudou de conteúdo, ok? O blog é o mesmo e todas as 60 postagens anteriores a essa já estão lá. Desculpe qualquer transtorno que isso possa causar, mas na minha opinião o blog tem que ser a cara do blogueiro, e o WordPress não estava minha cara. Feliz 2015 e te vejo lá no DL <3

Diga, Ludimila

Calor, multidões e calças apertadas

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Eu tenho pressão baixa e nesse calor infernal que voltou a fazer em Uberlândia estou sofrendo. Talvez, apesar de nunca ter relacionado, este seja o motivo de gostar tanto do frio. No calor minha pressão fica atacada (e eu também), fico incomodada com tudo, gostaria de evitar as calças se possível e andar de ônibus piora a situação em níveis estrelares. Ônibus lotado então, é meu pior pesadelo. Não recomendo falta de ar e fadiga pra ninguém!

Até comer se torna uma tarefa difícil. Falta de ar durante a mastigação. Não consigo comer na mesma quantidade que antes, sendo que já como pouco. Não sou de tomar água, mas ultimamente… No que digo “suor”, tem uma poça d’água nas minhas costas (eca). Não vou nem falar dos insetos. Tem uma família de mosquitos morando no meu quarto. Aqui faz calor quase o ano todo, até no tal inverno. Existem épocas suportáveis, mas são raras. Meu sonho é morar dentro da geladeira no verão, mas aí me lembro que tenho sinusite. Nem debaixo do ar condicionado no trabalho eu posso ficar pra dar uma aliviada. Eu fico mais doente no calor. É, a vida não tá fácil. Também anda sofrendo desse mal? Seus problemas acabaram!

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Agora, pra terminar essa postagem no clima e com muito calor no coração, fiquem com o hit do verão! Até a próxima e use filtro solar.

O Mágico de OZ (L. Frank Baum) e a minha coleção

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A primeira vez que eu li a história d’O Mágico de OZ eu ainda estava na escola, mas não me lembro o ano exato. Só lembro que na biblioteca peguei um livro branco, meio pequeno, grosso para aquela época, com o título escrito em letras azuis bem grandes. Desde então é uma de minhas histórias favoritas.

O Mágico de OZ conta a história de Dorothy, uma garotinha que é levada por um ciclone para o país de OZ e precisa encontrar uma maneira de voltar para casa e o único que aparentemente pode ajudá-la, é o Grande Mágico. O mais divertido de reler esse livro é que eu não me lembrava de nada do miolo. Eu sabia só início e o final da história. A criatividade de Baum não tem limites e eu adoraria uma refilmagem para ver todos os seres criados por ele ganhando vida.

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Sobre o filme da até para entender porque não é totalmente fiel. Ficaria muito longo e algumas coisas eu acho que só dariam certo com os efeitos especiais de hoje, mas mesmo com recursos limitados, conseguiram produzir uma obra prima. Já esse segundo filme é Tin Man: a nova geração de OZ, uma adaptação mais adulta da história com um desfecho pra ficar de boca aberta, que eu curiosamente assisti antes do filme de 39. Recomendo!

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Os Heróis do Olimpo [#1]: O Herói Perdido (Rick Riordan)

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Esse livro não me cativou quanto eu achei que cativaria, mas isso não tira seu mérito. Se você já leu Percy Jackson e os Olimpianos, você já está acostumado com o Rick Riordan, mas os três personagens principais desse primeiro livro não me encantaram. Rick explora muito bem – de novo a mitologia grega, mas nessa segunda saga temos uma novidade: mitologia romana.

O Herói Perdido conta a história principalmente de Jason, um garoto que não se lembra de seu passado. Isso mesmo. Ele acorda do nada em um ônibus escolar e não sabe porque, nem como foi parar ali com um amigo e uma suposta namorada. Como é de se esperar – se você leu PJO – eles são semideuses, conseguem alcançar o acampamento, são reclamados, existe uma profecia e eles vão para uma missão. Além de Jason, a história conta com Piper e Leo e alguns personagens da PJO, inclusive com o próprio Percy que nesse primeiro livro está desaparecido.

Acho que esse primeiro livro não me encantou tanto porque eu fui descobrindo as coisas antes do tio Rick revelar, então perdeu um pouco a graça. Um livro que eu achei que leria em um dia, no máximo dois (lembrando que estou de férias, posso fazer isso com um livro de 439 páginas haha), levei quase uma semana, a ponto que quase ficar entediada lendo. Mas ele ser previsível, não fez dele ruim, só me deixou curiosa para continuar porque como é de se esperar, Percy está em apuros, e sendo o Percy Jackson, não poderia ser diferente.

Durante a história nos esbarramos com várias lendas e o que eu definitivamente mais gosto no Rick Riordan é que ele te deixa curioso para conhecer mais sobre o assunto. Estou empolgada para continuar a leitura e conhecer os outros quatro semideuses da profecia e espero que o próximo livro não seja tão previsível quanto esse. Eu gostei, mas não tanto quanto eu achei que gostaria. Expectativa dá nisso. Só tenho um comentário para fazer sobre o final: TAN TAN TAAN.

Um pequeno adendo: essa série não é narrada em primeira pessoa, ou seja, personagens principais podem morrer a qualquer momento ;)

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Duvidar, continuar e arriscar: pensamentos soltos sobre o ano que se aproxima

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Falta exatamente uma semana para o ano acabar e é quase impossível não temer o futuro. Janeiro é desconhecido e 2015 é incerto. Para um ano de começos que foi 2014, é a hora de descobrir o que vai vingar ano que vem… e eu tenho medo. Não sei se medo é bem a palavra, mas é quase um receio. Uma dúvida.

Já decidi viver o presente e não ligar para o futuro, para evitar sofrer por antecipação, mas é mais forte do que eu. Esse é um tempo de reflexão. Olhando para trás, 2014 foi um bom ano. Meu último bom ano foi em 2009, veja bem, e agora que as coisas começaram e parecem estar indo bem, é quase duvidoso. Eu sou muito pessimista, é uma verdade, mas também sou realista no pessimismo. Não quero criar grandes esperanças, coloquei na cabeça que o que for será ano que vem, e não quero ficar olhando para trás também, lembrando dos começos, agora quero continuar. Não digo terminar. Isso o tempo irá trazer com ele. Mas continuar o que comecei, seja onde for.

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Tento não me estressar com o futuro, mas o amanhã é o futuro de hoje assim como o hoje é o futuro de ontem. Já ouviu isso em algum lugar? Eu também, mas não me lembro onde. Mas o futuro de um dia é muito pouco apesar de mudar muito, enquanto o futuro de um ano é assustador. Ver que fiz tanta coisa esse ano é de assustar. Que comecei. Meu maior defeito é começar e não terminar, e não estou aqui cuspindo metas, mas o que eu comecei esse ano, quero terminar – continuar. Mas é assustador mesmo assim.

No final só é preciso uma coisa: coragem. Para continuar, arriscar. Arriscar. Essa sempre foi a palavra. Lá no fundo. Arriscar. Seja lá o que 2015 irá trazer para mim, só sei que vou usar da melhor maneira possível, me arriscando, mesmo com medo de voar.

Como Ter Uma Vida Normal Sendo Louca (Camila Fremder, Jana Rosa)

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Alguns classificam como auto-ajuda, eu discordo, esse livro é comédia pura.

Como Ter Uma Vida Normal Sendo Louca não conta nenhuma história, é um livro de dicas para lidar com as diversidades e situações do universo feminino. “Mas você não disse que não era um livro de auto-ajuda?!”A seguir, o primeiro parágrafo do livro.

Você pode ser cleptomaníaca, fedida, tocar músicas intermináveis na gaita ou ser cantora de musical chato. Pode gostar de cupcake, ser blogueira de moda e falar sobre o look do dia, ser chefe de seita satânica ou até ter 28 anos e agir como se tivesse 12, e ainda assim pode ser respeitada pela sociedade. Mas o que você não pode é ser solteira. Quando você está solteira, é aí que você aprende o que é sofrer preconceitos diariamente nessa vida.

Entende quando eu digo que não é auto-ajuda? Não sinta medo de se jogar nesse livro porque a única coisa em que ele vai te ajudar é a levantar seu humor. Além das autoras darem algumas indiretas e criticarem algumas coisinhas. Acho que mulheres a partir dos 25 vão aproveitar melhor o livro e entender algumas referências ou simplesmente se identificar. Teve momentos em que me senti assistindo um filme de comédia romântica, sem o romance.

Cada capítulo é um ensinamento e cada ensinamento vem com uma ilustração feita pela própria Jana. A lista de desculpas no final do livro é uma tirada a parte, apenas genial! E se você quiser, dá sim para tirar alguma coisa que não risadas do livro, como ser honesto e ajudar quem precisa. Não esqueça de ler nas entrelinhas e divirta-se!

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Menores Desacompanhados (2006)

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Eu sou uma entusiasta de filmes natalinos e esse aqui é um que eu assisto todo ano.

Menores Desacompanhados conta a história de seis menores de idade que estão viajando sozinhos no Natal, porém devido a uma nevasca eles ficam presos no aeroporto. Apesar do filme girar em torno dos seis, é mais focado em Spencer e sua irmã que estão indo para a Pensilvânia passar o feriado com o pai.

Na troca de voos uma nevasca começa e eles e várias outras crianças ficam em uma sala especial até que a tempestade passe. Nesse meio tempo Spencer e mais cinco menores saem da sala, Spencer deixando sua irmã para trás e eles começam a explorar o aeroporto. Várias coisas acontecem ao mesmo tempo. Depois de bagunçarem com o lugar eles são pegos e levados de volta para sala, mas todos já foram para um hotel. Aí a história se desenrola e não vou contar mais nada para não perder a graça.

O filme leve, é bem aquele tipo sessão da tarde e eu acho que a primeira vez que eu vi foi numa dessas. É uma comédia com direito a lição no final e algumas referências à outros filmes. É inocente, mas é para a família toda. O tema do filme é a família. Não se trata apenas do Natal e do espírito natalino, é apenas uma coincidência ele se passar nessa data, tanto que nem todos os personagens gostam do Natal, o supervisor que se encarrega de persegui-los, odeia. E como é de se esperar, termina com um final feliz. Se você está afim de assistir um filme natalino que não é um desenho animado nem tem um Papai Noel descendo pela chaminé, recomendo Menores Desacompanhados.

- Eu não entendo, é Natal e eu separei vocês de suas famílias, mas vocês parecem até… felizes.
– É porque você não nos separou da nossa nova família.

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A Comissão Chapeleira (Renata Ventura)

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A Comissão Chapeleira simplesmente pegou meu coração, arrancou, amassou e pisoteou lenta e violentamente.

Este é o segundo livro d’A Arma Escarlate e se o primeiro já foi meio turbulento, o segundo foi um terremoto de emoções. Tenso do começo ao fim. Ainda se recuperando dos traumas do primeiro livro, Hugo começa o segundo ano na Korkovado e dessa vez não é ele quem vai trazer o caos, é a Comissão Chapeleira.

Acontece muita coisa nesse livro e você nem percebe as 655 páginas passarem. Você quer saber o final. A frustração de não poder interferir na história se instala logo de cara quando as coisas horríveis começam a acontecer. Certos personagens farão você querer entrar na história só pra dar uns tabefes na cara do ser.

A evolução de Hugo do primeiro para o segundo livro já é bem visível. Você percebe que o garoto amadureceu. Principalmente no final. Os Pixies continuam sendo, bem, os Pixies. No primeiro livro eu até peguei uma antipatia do Índio, mas passou nesse segundo. Capí é nosso grande mestre do magos – perdão pela piadinha, mas não tem como não aprender com o rapaz.

Somos levemente aprofundados à história de Hugo e de seus ancestrais, e se prepare para mais folclore brasileiro! Grande Renata! Eu sei que esse texto ficou bem vago, mas é tentando mesmo não dar spoiler pra quem não leu. Vale muito a pena se aventurar nesse mundo bruxo, brasileiro, criado pela incrível – e fofa – Renata Ventura! Adicionando um ps aqui, na resenha do primeiro livro eu esqueci de falar que têm cinco escolas de magia no Brasil: Korkovado no Rio de Janeiro com seus corcundas, Brasília, Salvador, Amazônia e Rio Grande do Sul. E um ps2 que nesse segundo livro somos apresentados à Cidade Média, a escola de Salvador e aos seus caramurus. Sim, todos têm apelidos, eu sou uma corcunda :D

“Ingenuidade não é baboseira, Índio. Ingenuidade é sabedoria disfarçada de tolice. Todo sonhador é chamado de ingênuo até o dia em que sua ideia muda o mundo. Aí, ele é homenageado. Mas até lá, o sonhador sofre. É a ingenuidade que permite que uma pessoa acredite na possibilidade de mudança; de transformação para melhor. Aqueles que não acreditam, dificilmente mudarão alguma coisa. O pessimismo nunca impulsionou a humanidade para frente. […] O mundo precisa de mais ingenuidade. Está carente dela. São todos muito espertos, muito cínicos, muito céticos. As pessoas não acreditam em mais nada… São cada vez mais pragmáticas, e em seu racionalismo frio, se esquecem de sonhar.”
Ítalo Twice, vulgo Capí

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Desconstruindo Harry (1997)

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Um escritor que se inspira – até demais – em sua vida pessoal e nas pessoas em sua volta. Em Desconstruindo Harry, realidade é mesclada a ficção enquanto conhecemos um pouco da vida do personagem.

O filme foi escrito, dirigido e protagonizado por Woody Allen que é quem dá vida ao escritor. Acompanhamos seu bloqueio criativo (quem nunca?) e as desgraças da vida. Ao escrever um livro real demais, seus amigos e familiares ficam com raiva pela exposição. O filme é narrado de forma rápida e tem vários cortes, isso fez que não ficasse cansativo. Aos poucos somos inseridos na vida de Harry.

Enquanto o narrador nos conta a história os personagens dos livros de Harry ganham vida, recriando os acontecimentos. É como se você estivesse lendo um diário pessoal e sua mente pudesse projetar para fora do papel os personagens e eles fossem pessoas reais.

Não sei se estou vendo coisa onde não tem, mas eu vi a cena do “Eu estou fora de foco!” como uma metáfora a “não consigo me sentar e escrever, não tenho foco”, ou talvez eu só esteja divagando. Eu indico Desconstruindo Harry para todo escritor ou aspirante. Você vai se identificar com o Harry, acredite. Você fica preso naquele bloqueio criativo, frustado porque não consegue escrever uma frase e do nada você tem uma ideia genial que estava lá o tempo todo.

I’m a guy who can’t function well in life but can in art.

Harry Block

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Contos e Lendas da Mitologia Grega (Claude Pouzadoux)

 Livro ilustrado porque eu tenho 10 anos.11157_gg

Em Contos e Lendas da Mitologia Grega somos apresentados aos mitos. Porém neste livro de forma bem superficial porque esta edição é do selo Seguinte, o selo jovem da Companhia das Letras, ou seja, e um livro infantil. Mas você não precisa ser criança para ler, muito pelo contrário. Se você não tem base nenhuma de Mitologia Grega, está curioso e não sabe por onde começar: este é o livro perfeito para você.

Ele é divido em duas partes: deuses e heróis; e cada parte é dividida em capítulos, que são os contos dos deuses e dos heróis, respectivamente. O livro tem 268 páginas e a leitura é rápida, dependendo do conto ele tem no máximo duas páginas, além de várias ilustrações, algumas até de página inteira. Depois que você ler o livro, pronto, é só procurar uma coisa mais séria se você quiser mesmo estudar mitologia.

Mesmo que você já saiba o mínimo de Mitologia Grega eu recomendo o livro mesmo assim, foi uma leitura bem divertida e tinha coisas que eu mesma já sabia como as lendas mais famosas, principalmente Hércules por exemplo. Vista sua capinha do Batman e vá se aventurar na Grécia antiga!

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