Minha Metade Silenciosa, Andrew Smith

metadeTerminei Minha Metade Silenciosa exatamente às 02:20 de domingo para segunda-feira, do dia 15 para o 16. Eu não estava conseguindo me concentrar durante a semana, no ônibus, mas eu sabia que assim que sentasse para ler, eu leria tudo de uma vez, e que livro triste.

Cheguei a dar algumas risadas, mas esse é um livro dor no coração. Em algumas histórias, a tendência é só melhorar, mas não em Minha Metade Silenciosa: tudo de ruim pode acontecer e quando você pensa que tudo de ruim já aconteceu, tem mais coisa vindo por aí.

Stark não tem uma orelha, mas esse não é o ponto central do livro, apesar de ser o motivo que desencadeia todos os outros acontecimentos. Também acompanhamos a entrada de Stark na adolescência, e em que garotos de 13/14 anos pensam? Isso mesmo. No começo do livro eu achava legal chamá-lo de Palito, não por maldade, mas por parecer – foco no parecer – legal, divertido, e porque ele não liga, mas com o passar da história vi o quanto esse apelido é idiota, babaca e desnecessário. Ele não liga, mas não é legal.

Nada de pensar que esse é um livro leve, em nenhum momento, nem mesmo no fim. Claro, há aquela pontinha de esperança de que “agora que os problemas acabaram, a maré vai abaixar”, mas o autor meio que deixa em aberto. Ele te da o copinho da esperança e puf, o livro termina.

Apesar da violência, do abuso, das drogas e do bullying, existem alguns personagens que durante o enredo fazem as coisas melhorem, tando para Stark, quanto para seu irmão, Bosten, como a Emily, o Paul, tia Dahlia, Sutton e os gêmeos da California. Minha Metade Silenciosa é uma turbulência de emoções. Não vou dizer mais nada, apenas que esse é um livro que deve ser lido.

Skoob

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3 thoughts on “Minha Metade Silenciosa, Andrew Smith

  1. Vi a capa desse livro esses dias na livraria mas não me chamou muito a atenção. Agora fiquei com vontade de ler… Me lembrou um pouco “As vantagens de ser invisível” que me fez chorar loucamente mas virou o meu livro predileto.

    1. No começo ele é bem “só mais uma história sobre bullying”, mas gostei bastante, vale muito a pena :)

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