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Pensei em mil maneiras de começar este post. Ontem eu completei 20 anos.

O dia de ontem foi resumido a trabalho, pizza e Percy Jackson. Em abril eu fiz uma lista de “20 coisas para fazer antes dos 20″ e das vinte digamos que finalizei dez. Com essa lista aprendi que sou uma só, não posso ver filmes, séries e ler tudo ao mesmo tempo, muito menos fazer tudo isso em um dia só, afinal o dia só tem 24h, não posso ter mais horas que as outras pessoas e que, deu meia noite? Hora de dormir. Aprendi que as vezes a única coisa que eu quero é ficar horas tentando descobrir que qual filme é aquela música enquanto jogo Flash Pops, ou dormir o dia todo, ou colocar alguma série em dia, (mas minha internet é lenta demais para isso), ou ver um filme, ou ler.
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Aos quase-20 cortei meu cabelo curto-de-verdade pela primeira vez, bem curto atrás e mais longo na frente e aprendi que amo ter cabelo curto. “Ai, mas cabelo longo deixa a mulher mais feminina!”. Dois textos de presente para você: o da Lully e o da Lola. Sou a mesma pessoa, só que com o cabelo mais legal. “Aimeudeuseu-tô-parecendo-um-MANGÁ!”. Nada supera minha reação no dia do corte. Um palmo inteiro e um pouco mais.  

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Aos quase-20 minha consciência voltou a doer quando o assunto é comer carne e comecei a pesquisar um milhão de coisas sobre vegetarianismo. Tenho 20 anos e ainda sei cantar a abertura de Dragon Ball Z, sei todas as coreografias de High School Musical e nunca serei velha demais para a Disney. Leitora ávida e cinéfila de coração, não gosto de futebol, mas assisti todos os jogos do Brasil no trabalho e zoei muito quando ele perdeu de 7×1 para a Alemanha. Acho que aprendi a gostar de copa do mundo. E não tem nada mais legal do que descobrir o que aconteceu nos últimos 20 anos ao redor do mundo enquanto eu aprendia por aqui o que é crescer, amadurecer e viver. Li muitos textos sobre o que e como é ter 20 anos e cheguei a conclusão que ninguém sabe. Eu tenho e ainda não sei. Muitos dizem que ter 20 anos é “não ser velho nem novo demais para nada”, mas na minha opinião, nunca se é novo ou velho demais. São apenas números.

Sobre o blog, bloggar e tudo mais

O blog está de cara nova e resolvi escrever alguns poréns: lá no post de Rent eu coloquei uma nota, mas fiquei pensando e isso vale uma postagem.

“Nota: Bom, tecnicamente era para esse post ter saído domingo, eu comecei a ver o filme domingo, mas por motivos de força maior (internet lenta), o player deu problema, então terminei ontem, 14/07, quando cheguei do trabalho. Justamente por ter frustado minhas próprias expectativas, resolvi mudar algumas coisas por aqui. Eu originalmente planejei publicar duas postagens por semana, mas percebi que não dá. Motivo 1: ressaca literária. Motivo 2: eu estava me pressionando. Posso explicar. Voltei a bloggar pela saudade de escrever, mas me empolguei tanto que estava virando obrigação. Pois é. Vou deixar as coisas fluírem como devem ser. Terminei um livro? Venho contar o que achei. Assisti um filme? Venho contar o que achei. Cozinhei? Venho contar se queimei ou não a panela. Não vou abandonar meu queridíssimo, só vou fazer as coisas da forma como devem ser feitas.”

Bom, eu sou uma pessoa difícil. Quando entro em alguma coisa, entro de cabeça, mas nem sempre sei nadar. Sempre quero fazer mais coisas do que sou capaz e no fim acabo procrastinando. Acho que é por isso que eu nunca consegui terminar uma história. Eu planejo demais, começo muitas coisas e não termino nada.

A conclusão disso é que, se antes eu postava apenas aos domingos, aquela era a melhor forma de ter o que postar, mas não quero ter algo agendado para postar: quero fazer, escrever e compartilhar. Essa para mim sempre foi a essência de ter um blog e sempre o motivo pelo qual criei este e meus outros zilhões de blogs perdidos por aí.

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Sempre siga os conselhos do Mestre Yoda.

As Crônicas de Nárnia [#1]: O Sobrinho do Mago, C.S. Lewis

Bem vindo à Nárnia!

No primeiro livro somos apresentados não apenas a Nárnia, mas também a outros mundos. Charn o reino destruido e o Bosque Entre Dois Mundos, quero morar lá. Conhecemos a Feiticeira Jadis, também conhecida como Feiticeira Branca e descobrimos como Nárnia foi criada.

O começo da história se passa em Londres, com Digory e Poly entrando por engano no sótão da casa de Digory, onde seu tio, feiticeiro, está fazendo testes com porquinhos da índia, os enviando para um mundo desconhecido, como os porquinhos não podem voltar e contar o que tem do outro lado, ele quer enviar os garotos. Tudo vai muito bem até que ele os engana mandando Poly primeiro e Digory tem que ir para salvá-la, e aí a história finalmente se desenrola.

Eu achei o livro um pouco parado, mas não deixou a desejar, ele tem 100 páginas e a história tem começo, meio e fim apesar dos ganchos deixados por Lewis. Se você, assim como eu, só viu o filme de 2005, finalmente entende porque aquele guarda-roupa leva à Nárnia. Não vou te contar porque é spoiler.

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Minha edição é o Volume Único da Editora WMF Martins Fontes, a folha é branca e dá para ver do outro lado, mas nada que atrapalhe a leitura. Apesar de odiar a capa, convenhamos que ela é bem sem graça, amei as ilustrações, são lindas. Tem uma ilustração para cada livro e uma no começo de cada capítulo. Obras de Pauline Baynes, aqui tem algumas ilustrações que ela fez para o Lewis.

Existem duas formas de leitura para os sete livros: ordem de publicação e ordem cronológica (a ordem do meu volume). Fica a critério do leitor. Eu não sabia disso até pesquisar, mas a ordem de publicação é a seguinte:

  1. O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa
  2. Príncipe Caspian
  3. A Viagem do Peregrino da Alvorada
  4. A cadeira de Prata
  5. O Cavalo e seu Menino
  6. O Sobrinho do Mago
  7. A Última Batalha

Não faz muito sentido se você levar em conta que O Sobrinho do Mago narra acontecimentos que antecedem e explica algumas coisas que aparecem em O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa e O Cavalo e seu Menino narra acontecimentos que ocorrem no tempo descrito num parágrafo de O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa, ou seja, depois deste. Curiosidade do dia: a ordem cronológica foi sugerida por um leitor dos livros da série ao próprio Lewis! Aqui nessa página da Wikipédia tem a explicação certinha da ordem de leitura, foi de lá que tirei essas informações.

Enfim, O Sobrinho do Mago foi um livro que adorei ler!

Rent: Os Boêmios (2005)

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Página de Rent no IMDb.


Peguei um filme aleatório para assistir e caí logo em musical! Rent é uma adaptação para o cinema do musical da Broadway de mesmo nome.  O filme não tem um personagem central. Ele acompanha a vida de um grupo de amigos que enfrentam os obstáculos da pobreza e da doença em Nova York no final dos anos 1980.

Quando comecei a assistir pensei “é um musical, que ótimo, uma coisa leve para terminar esse domingo.”: eu estava errada. Rent é um filme sobre amor, esperança, luta e vitória. O filme praticamente não tem diálogos, porque eles cantam o filme todo, mas vale muito a pena porque todas as músicas, sem exceção, são ótimas! Vou linkar uma playlist no final do post com todas as músicas do filme!

A parte mais divertida foi com certeza a parte de La Vie Boheme, mas o filme todo é bem triste. Dá para tirar muito da história, se você espremer, tem sempre mais alguma coisa para levar para sua vida. Nada é maior que o amor, igualdade é um direito e a vida não dura para sempre, no day but today. Simplesmente viva o hoje.

Sendo bem sincera, não é meu filme ou musical favorito, apesar da trilha sonora ser maravilhosa, mas eu com certeza vou rever Rent um dia. Segundo o site Cineplayers, essa é a trilha completa de Rent, sim, estou babando nas músicas até agora! Rent me ganhou pela trilha sonora, desculpa mundo.

It’s Kind Of A Funny Story, Ned Vizzini

A pergunta que fica é: por que não publicaram esse livro no Brasil?

Foi minha primeira leitura em inglês, nada na história foi surpresa pra mim porque eu assisti o filme antes, sabe aquele filme com o Zach Galifianakis, que fez “Se Beber, Não Case!”? Então, ele também fez Se Enlouquecer, Não Se Apaixone”, que é a adaptação de It’s Kind of a Funny Story. Desde que descobri o filme, há muito tempo atrás, fiquei com muita vontade de ler, só que não tem tradução, finalmente resolvi praticar meu inglês e peguei para ler.

A história é boa, apesar de só realmente me prender do meio para o final. Não culpo a dificuldade com língua, seria injusto, porque digamos que entendi uns 80% do que o livro queria passar, conhecer a história ajudou bastante, claro, mas consegui interpretar o que o autor quis dizer na maioria das vezes.

O livro já começa com uma frase impactante que não tem nenhuma relação com o título: “It’s so hard to talk when you want to kill yourself.” A história é narrada em primeira pessoa, pelo Craig, um garoto que tinha tudo para ser “normal”, mas tem depressão. Como eu disse, o livro só começa a andar mesmo depois que o Craig surta e vai para o hospital psiquiátrico, e isso não é spoiler, está na contra capa do livro!

Apesar de ser um livro sobre um garoto com depressão, eu ri bastante! Sem maldade, Craig tem umas falas geniais. Da forma como é narrado, você não sabe se ele está falando consigo mesmo ou com o leitor, o que também é muito legal. Acho que fiquei uns 5 minutos rindo dessa parte: com tudo o que ele está passando, se preocupa em parecer clichê, porque é melhor ser apenas um adolescente deprimido do que um adolescente-deprimido-drogado.

Maybe that should be me. If I were on drugs that good, maybe I wouldn’t have time to get depressed. It’s heroin, right? That’s what I need: some heroin. But I reconsider. First of all, it’d be pretty tough to ask my friends: Hey, who knows where I can get heroin? They’d think it was a joke. Plus it has the worst nicknames: “horse,” right? How could I ask for “horse” with a straight face? And, if I were doing heroin, then I’d be a depressed teenager on heroin. I didn’t need to be that cliché.

Uma coisa importante a ser dita: Craig Gilner não sofre bullying, tem amigos e uma boa relação familiar. Seus problemas não são consequências das mesmas situações que muitos outros personagens de outros livros ou filmes passam, isso me chamou atenção.

Durante a história acompanhamos a luta de Craig contra si mesmo e assim como o nome da adaptação entrega, ele se apaixona no hospital. O amor e seus desenhos o ajudam a lidar com o que ele está passando, para quem leu ou ler, percebe que a capa tem tudo a ver com história.

Recomendo o livro e o filme!

Frozen: Uma Aventura Congelante (2013)

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Página de Frozen no IMDb.


 

Que filme lindo!

Um perfeito filme da Disney! Tem tudo o que um filme da Disney precisa: princesas, lição de moral e música!

Elsa nasceu com um poder-barra-maldição, onde ela pode controlar o gelo. Na infância, machuca por acidente sua irmã, Anna, que com magia é curada, mas fazem com que ela não se lembre de nada para sempre, “para seu próprio bem”. Elas se afastaram por Elsa ter medo de machucá-la novamente, até que no dia da coroação de Elsa, ela se descontrola e mostra seus poderes para todos, por acidente também, eles ficam com medo e ela foge, deixando o reino congelado, Anna vai atrás da irmã mais velha tentar entender e consertar as coisas.

O mais bacana de tudo é que apesar do discurso “apenas o amor verdadeiro poderá salvá-la”, não é o amor-romântico que mostra as caras, e sim o amor fraternal! Estamos acostumados com o roteiro clichê da Disney, onde o príncipe salva a princesa e eles vivem felizes para sempre, aqui não: Frozen é uma história de sacrifício e recompensa.

Claro que temos o romance, alô, é Disney, mas no filme todo ele fica em segundo plano. Frozen tem personagens incríveis, tanto as irmãs, quando Kristoff, sua rena Sven e Olaf o boneco de neve.

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Oi, eu sou o Olaf e eu gosto de abraços quentinhos!

A trilha sonora é perfeita, mas minha música favorita com certeza é Let It Go, deixa uma mensagem de desapega do que te faz mal e seja livre para fazer suas próprias escolhas sem se importar com a opinião dos outros. Bem Disney, né? Vale muito a pena assistir Frozen!

 

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O frio nunca me incomodou de qualquer forma!

Feitiços Literários

É uma TAG criada pelo Turtle Sympathy, traduzida pela Kah Pirola do Leitora Voraz, mas eu googleei e encontrei no blog Interação Literária. Funciona assim: você pega dez feitiços de Harry Potter e relaciona os feitiços com livros que se relacionem com a definição do feitiço. Confuso? Segue aí a TAG:

 

1. Expecto Patronum: um livro que remete a boas memórias da sua infância.

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Não é bem infância, eu tinha uns 12 anos quando li esse livro pela primeira vez. Acho que foi o primeiro livro que peguei fora da escola, foi um presente, e minha edição é bem antiga, é de 1983, é usado, claro, ele já veio bem acabadinho: é um livro lido. Só por mim, umas cinco vezes. Na época, era o único livro meu que eu tinha, então eu li bastante até comprar outro, que foi só em 2010, ou seja. Pollyanna me remete a boas memórias principalmente pelo Jogo do Contente, foi com ela que eu aprendi a não levar muito a sério as coisas ruins que acontecem, e eu sempre tenho certeza que preciso urgentemente reler esse livro para reaprender que é possível encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for.”


 

2. Expelliarmus: um livro que te surpreendeu.

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Eu enrolei muito para ler A Menina que Roubava Livros, não fazia ideia do que se tratava a história e não dava nada por ela, até saiu a notícia do lançamento do filme, daí criei vergonha na cara e fui ler. Falei do livro e do filme aqui.


 

3. Priori Incantatem: o último livro que você leu.

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Minha Metade Silenciosa é um livro onde tudo de ruim pode acontecer e quando você pensa que tudo de ruim já aconteceu, tem mais coisa vindo por aí. Mas o livro é bom. Eu falei dele aqui.


 

4. Alohomora: um livro que te fez abrir as portas para um gênero, anteriormente, desconhecido.

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Foi difícil responder essa. Fiquei pensando em literatura fantástica, mas não cheguei a nenhuma conclusão, também pensei em Percy Jackson e o quanto quero ler sobre mitologia de verdade, mas daí lembrei do primeiro livro policial que eu li: O Chamado do Cuco. Eu falo dele aqui.


 

5. Riddikulus: um livro engraçado que você tenha lido.

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Não achei uma definição para engraçado, mas eu me lembro de rir muito em Percy Jackson e Os Olimpianos. Eu fiz um pequeno grande texto, como spoilers, sobre a série aqui. E ainda não superei aquela morte…


 

6. Sonorus: um livro que você acha que todos deveriam conhecer.

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Na verdade têm muitos livros que eu acho que as pessoas deveriam conhecer, mas decidi colocar Um Dia simplesmente porque eu sou uma Emma da vida e foi um livro que eu amei ler, apesar de odiar fortemente o final. E sim, coloquei essa capa porque é a edição que eu tenho, infelizmente.


 

7. Obliviate: um livro ou spoiler que você gostaria de esquecer que leu.

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Não li Convergente ainda, na verdade não li nenhum dos três, mas sei como a série acaba e que decepção. Eu vi o filme de Divergente e gostei bastante, eu provavelmente vou ler a série ainda, mas me arrependo amargamente de ter visto a crítica do Gabriel do Cabine Literária. Eu vi porque não estava realmente interessada na série, era indiferente saber ou não o que iria acontecer, pelo menos não criarei nenhuma expectativa na hora de ler.


 

8. Imperio: um livro que você precisou ler para a faculdade/escola.

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Meu trauma escolar não é Machado de Assis, nem O Triste Fim de Policarpo Quaresma, e sim o autor Augusto Cury. Me indica qualquer coisa, menos Augusto Cury. Tive que ler em 2008 e acho que nunca odiei tanto um livro como Nunca Desista de Seus Sonhos, tanto que até troquei no Skoob por Marley e Eu.


 

9. Crucio: um livro que foi doloroso ler.

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Não foi doloroso de triste e sim doloroso de tão longo. Aliás, ainda não terminei. Comecei em fevereiro… Os Três Mosqueteiros é um livro que eu gostei muito, mas empaquei. Não abandonei e nem pretendo, até o final do ano eu com certeza (assim espero) termino. Eu já falei um pouco dele aqui. A primeira ressaca literária a gente nunca esquece.


 

10. Avada Kedavra: um livro que poderia matar (interprete como quiser).

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Matar a amiga que te indicou, pode? Só li o primeiro e nem terminei. Nem pretendo. Isso foi lá em 2012, eu acho. Quando passei da metade de Cinquenta Tons de Cinza, fiquei me perguntando por qual motivo, razão e circunstância eu estava lendo aquilo e deletei o PDF. Sim, eu não gastei dinheiro com o livro e sugiro que se você tem curiosidade para saber do que se trata, baixe, se gostar, fique à vontade para comprar, se não é só deletar o arquivo e seguir sua vida. Vou linkar aqui o vídeo da Tati onde ela fala alguns motivos para evitar a trilogia.


 

Bônus!

Wingardium Leviosa: um livro que te deixou nas alturas.

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A TAG é de Harry Potter, eu tinha que dar um jeito de colocar Harry Potter no meio, rs! Fato principal: eu sou Potterhead. Apesar de só ter lido os livros em 2013, me deixou nas alturas pela nostalgia que eu senti enquanto lia e aos poucos voltava para 2004. Eu contei um pouco da minha história com Harry Potter aqui, de forma bem superficial, porque afinal, se eu fosse contar detalhe por detalhe da minha relação com a série, o texto ia ficar maior do que já estava.

O Sétimo Selo (1957)

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Página de O Sétimo Selo no IMDb.


 

Um filme divertido e reflexivo.

O Sétimo Selo faz você rir em várias partes, mas te faz refletir em várias outras mais. Você fica nesse vai e vem de emoções o filme todo. Com um enredo baseado em desafiar a morte,  O Sétimo Selo questiona a existência de um deus e retrata a Morte como a única coisa realmente certa na vida.

Você acompanha a jornada de um cavaleiro em um jogo de xadrez com a entidade, onde a Europa está sendo devastada pela Peste Negra. Metáforas de frases curtas e abstratas resumem este filme, te fazem pensar nos porquês, e vários questionamentos existem até hoje, como se deus existe, por exemplo.

O filme demora um pouco para chamar a atenção do espectador, mas aos poucos ele te prende à história de uma maneira a qual você não consegue sair de frente da tela até descobrir o final. Um filme brilhante.

Esta é minha mão. Posso mexê-la. O sangue pulsa nela. O sol está alto no céu e eu, Antonius Block, jogo xadrez com a morte.

É muito complicado falar de um filme assim. Pelo menos para mim. Eu consigo assistir à um musical e chegar aqui falando o que achei das coreografias, das canções, mas em filmes como O Sétimo Selo eu posso ficar horas pensando na experiência de vê-lo, que não vou chegar a conclusão nenhuma. É ver para entender onde todas as críticas, positivas ou negativas, querem chegar.

O Sétimo Selo é um filme para ser visto com paciência, porque além de ser sueco, ele é bem lento e em preto e branco, mas depois que você termina dá aquele ar de missão cumprida.

Minha Metade Silenciosa, Andrew Smith

Terminei Minha Metade Silenciosa exatamente às 02:20 de domingo para segunda-feira, do dia 15 para o 16. Eu não estava conseguindo me concentrar durante a semana, no ônibus, mas eu sabia que assim que sentasse para ler, eu leria tudo de uma vez, e que livro triste.

Cheguei a dar algumas risadas, mas esse é um livro dor no coração. Em algumas histórias, a tendência é só melhorar, mas não em Minha Metade Silenciosa: tudo de ruim pode acontecer e quando você pensa que tudo de ruim já aconteceu, tem mais coisa vindo por aí.

Stark não tem uma orelha, mas esse não é o ponto central do livro, apesar de ser o motivo que desencadeia todos os outros acontecimentos. Também acompanhamos a entrada de Stark na adolescência, e em que garotos de 13/14 anos pensam? Isso mesmo. No começo do livro eu achava legal chamá-lo de Palito, não por maldade, mas por parecer – foco no parecer – legal, divertido, e porque ele não liga, mas com o passar da história vi o quanto esse apelido é idiota, babaca e desnecessário. Ele não liga, mas não é legal.

Nada de pensar que esse é um livro leve, em nenhum momento, nem mesmo no fim. Claro, há aquela pontinha de esperança de que “agora que os problemas acabaram, a maré vai abaixar”, mas o autor meio que deixa em aberto. Ele te da o copinho da esperança e puf, o livro termina.

Apesar da violência, do abuso, das drogas e do bullying, existem alguns personagens que durante o enredo fazem as coisas melhorem, tando para Stark, quanto para seu irmão, Bosten, como a Emily, o Paul, tia Dahlia, Sutton e os gêmeos da California. Minha Metade Silenciosa é uma turbulência de emoções. Não vou dizer mais nada, apenas que esse é um livro que deve ser lido.

Na cozinha [#2]: Arroz Mexicano

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Arroz Mexicano acompanhado de saladas, azeitona e queijo

 

Mexicanos são criativos e exagerados.

Domingo passado fiz Arroz Mexicano e que delicia. Já sou fã de arroz, mas se assim como eu você acha o arroz branquinho sem graça, fica a dica. Como toda comida mexicana que se preze, é forte, ou seja: os acompanhamentos devem ser mais leves. Claro que falo isso por mim, você pode muito bem fazer Nachos de entrada, almoçar o arroz, acompanhar com o Guacamole e de sobremesa comer um Taco, nada te impede. Aliás, estou pensando em fazer algo desse tipo no meu aniversário, quem sabe ano que vem.

A receita é bem simples, é praticamente um arroz tradicional, só que com mais tempero. Fiz 2 copos, porque aqui somos quatro pessoas, deu e sobrou pra janta. Na receita que acompanhei, pedia abacate, mas acabou que ele não foi usado, na verdade ele era o acompanhamento, mas lá não falava o que fazer com ele (pensei no Guacamole, mas como eu já vou fazer daqui uma ou duas receitas, acalmei os ânimos), então usei depois para fazer um vitamina mesmo. Outra delícia. Sou muito fã de vitamina de banana, porque não gosto da fruta em si, mas a vitamina de abacate bateu de dez a zero.

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Ó ela aí!

Estou simplesmente adorando ter começado essa seção aqui no blog, indiretamente ela me obriga a ir para a cozinha uma vez por mês, coisa que eu nunca fazia, mas estou amando a experiência de cozinhar (minha mãe que está mais feliz ainda, já que uma vez por mês ela não precisa fazer nada, rs)!

Se interessou, ó a receita aqui!

Continuando no México, o prato do mês que vem é o Taco!